- Em 2015 pude degustar este maravilhoso evento por um acaso acompanhado de uma pessoa que resume o sentido da minha existência neste mundão. Almoçamos um apetitoso prato de comida japonesa e subimos até a Poética Praça do Papa, para o que seria, inicialmente, uma sessão de fotos.
- O movimento do Jazz, interativo e convidativo logo nos fisgou e nos perdemos pela sintonia do estilo musical até tarde da noite. Por fim, uma carona nos levou até o nosso aconchegante lar.
- Neste ano teremos o prazer de vivenciar e de maneira programada, mais uma edição deste surpreendente evento.
Site: http://ilovejazz.com.br/
Registros | Edição de 2016
Como todo homem tem seu preço e a corrupção é o que mais dá
dinheiro no Brasil, hoje, decidi calcular o meu valor para o caso de quererem
me comprar. É bom ter o nosso preço na ponta da língua e
sempre atualizado, pois – para usar a frase-lema do Brasil dos nossos dias –
nunca se sabe.
Nossa autoavaliação deve ser objetiva.
Costumamos nos dar mais valor do que realmente temos e há o perigo de, por uma
questão de amor próprio, nos
colocarmos fora do mercado. Também tendemos a valorizar coisas que, no mundo
eminentemente prático da corrupção, não valem muito, como bons hábitos de higiene e a
capacidade de mexer as orelhas. O que vale é o que podemos oferecer para o
lucro imediato de quem nos comprar.
*
As pessoas se queixam da falta de ética
no Brasil e não se dão conta de que isso se
deve à pouca oportunidade que o brasileiro comum tem de escolher ser ético ou não. Eu tenho tanto direito
a ser corrupto quanto qualquer outro cidadão, mas não tenho oportunidade de sequer ouvir
uma proposta para decidir se aceito. A corrupção continua ao alcance apenas de uns
poucos privilegiados. Por que só uma pequena casta pode decidir se vai ter um
comportamento ético enquanto a maioria permanece condenada à ética compulsória,
por falta de alternativas? Quando me perguntam se sou ético, a única resposta que
posso dar é a mesma que dou quando me perguntam se gosto do vinho Chateau
Petrus: não sei. Nunca provei.
*
Quem me comprar pode não lucrar com minhas conexões no governo ou com o
conteúdo, inclusive, dos meus bolsos. Mas e o casco? Quanto me dão pelo vasilhame? Pagando
agora eu garanto a entrega do corpo na hora da minha morte, com os sapatos de
brinde. Tenho muitos anos de uso mas todos os sistemas em razoável estado de
conservação, precisando apenas de
alguns ajustes das partes que se deterioraram com o tempo. Meus cabelos são poucos mas os que
ficaram são da melhor qualidade, do
contrário não teriam ficado. Não dão para uma peruca
inteira, mas ainda dão para um bom bigode.
*
Meu cérebro, vendido à ciência, daria
para alimentar vários ratos de laboratório durante semanas. Prejudicaria um
pouco seu desempenho no labirinto, mas em compensação eles saberiam toda a
letra do bolero No Sé Tú. Minhas entranhas dariam um bom preço em qualquer feira de
órgãos usados, dependendo,
claro, do poder de persuasão do leiloeiro (“Leve um sistema cardiovascular e eu
incluo uma caixa de Isordil!”). Meu apêndice, por exemplo, nunca foi usado.
*
Tudo calculado, descontada a depreciação, devo estar valendo aí
uns, deixa ver… Mas é melhor não me anunciar. Vai que aparece um corruptor em
potencial e eu descubra que não só não valho nada como estou lhe devendo.
Sim, eu sei que
minhas idéias são mais diferentes do
que eu gostaria que fosse. Meu orgulho teima em debater com a lógica. Acabo por muitas vezes tomar a
iniciativa quando deveria ficar na minha
..... (falta de domínio próprio?) talvez, faz sentido, mas não em todas as
áreas. Que eu vou me importar sobre o que pensam
sobre mim? É claro! Faz parte de mim ser assim. E tem partes que querem mais do
que isso ......essa coisa de ser apenas parte e, partem em busca de um todo. Evidentemente há um certo desequilíbrio nisso e eu busco uma
resposta. E Deus continua me dizendo
que preciso esperar. E o que devo
esperar mesmo? Acho que é preciso reformular
algumas coisas, quebrar paradigmas (quem sabe?). Mas me parece que existe muito
mais do que só uma outra página em branco.
Não que seja ruim, afinal posso contar uma história.
Mas será que as minhas idéias tão, estranhamente, diferentes teriam um final feliz?
Ser
uma pessoa que sabe ouvir como ninguém deixando o outro totalmente confortável
em suas confissões malucas. Ser um alguém que se coloca sempre atrás de todos aqueles
que amam deixando por vezes suas oportunidades diluírem. Ser a peça do jogo que
desfaz sua agenda de vida e se propõe a amar. Ser o menino que quer abraçar a
família que não o abraçou. Ser o profissional que abriga em si incongruências
do mundo ainda que lágrimas queiram descer dos seus olhos. Ser o respeitável
garoto que será criticado ou escutará críticas das quais não compactua sem
poder na maioria das vezes, refutar.
Todos
querem e gostam de ter uma pessoa assim! Um alguém que não tenha suas próprias
histórias e que diminua cada vez mais seus próprios posicionamentos. Um ser que
menospreze sua autenticidade em prol daqueles que o cercam.
Acontece
que cada um guarda seus demônios na primeira gaveta. Cada qual com aquilo que o
traumatizou e com todas as decepções que o fizeram sofrer. Por várias situações
isso difere as rotinas. Tornando-as únicas no “palco da vida”. Tudo passa fugir
à regra e você tem que redescobrir novos hábitos e novas formas de se
relacionar.
No
meio dessa confusão muitos elementos se perdem. Você passa a deixar de fazer
investimentos sendo perspicaz o suficiente de compreender que em muitos
momentos certas coisas não farão falta alguma e que em outros a ausência irá
causar um incômodo leve no lado esquerdo do peito.
Nós
não somos obrigados a aceitar as vidas que por perto estão. Independente se
isso estiver relacionado aos laços consangüíneos ou não. Mas nós precisamos
respeitar, pois são formas singulares de manter preservados os últimos
vestígios de sentimentos bons.
Os
ponteiros passam e não se cansam. Ao contrário das nossas células que em algum
momento não conseguirão mais se multiplicar. Então se temos apenas o “bom dia”
ou o “você está bem” sem que isso se prolongue em pasteis na lanchonete ao
lado, não significa que inexistem ali, os sentimentos. As nossas prioridades
mudam quando fazemos a leitura das prioridades dos outros. Do próximo. E assim,
a vida segue. Não da maneira como gostaríamos, mas da maneira como nos
obrigaram a entender.
§ 14h43min, 17 de agosto de 2015.
Passamos a entender os desesperos da
nossa vida quando nossas preocupações deixam de ser os desenhos animados, as
brincadeiras no colégio e as notas de matemática. Quando nossas consciências
gritam que crescemos, que nos tornamos adultos, nossas almas se chocam de modo
que se torna tarefa difícil aceitar...
Aceitar os rumos, aceitar as dores,
aceitar as separações, as mudanças. E quantas mudanças, não?
Cada segundo que se passa no relógio
enquanto estamos aqui, envelhecendo, determina números variáveis de escolhas
que precisamos fazer. Um curso na universidade, um pedido de namoro, um novo
emprego ou mesmo, um intercâmbio pro outro lado do mundo!
Nossas vontades se misturam lá dentro e
anunciam uma mescla absurdamente exagerada de esperança, ódio, amor e saudade.
Mas de alguma forma, de uma maneira fantástica nós sabemos que os riscos dos
quais passamos, vão nos levar pra algum lugar. De modo que sejamos capazes de
entender que tudo o que vivemos e deixamos pra trás nos será útil,
necessário...
Nossos vasos transportam o sangue que
dá vida a cada parte dos nossos corpos. E ainda que não saibamos o que
acontecerá por todo o trajeto sanguíneo, esse transporte de oxigênio e
nutrientes, ele não para! E nós somos assim... Nós precisamos disso!
Hoje você organizará e reorganizará
suas bagagens. Amanhã deitará em outro travesseiro e onde nossos dedos podem
alcançar no mapa mundi, você viverá seus próximos dias. É longe, é distante,
sim! Mas passa. E mais do que isso, NOS ACRESCENTA!
Foi um prazer, espero-te por essas
nossas vidas.
Lucas Teles, às 13h45min do dia 17 de
agosto de 2015.
Reparou bem no desenho de
seus olhos hoje?
No formato dos seus
lábios?
Na sua íris que espanta
penumbras?
Observou como as maçãs do
teu rosto ficam mais charmosas quando sorrisos eclodem de ti?
E o seu corpo? Desenho
único de Deus! Projeto vivo do Pai que lhe abençoou com uma vida inteira pra
vencer e cumprir sua missão.
Você pretende parar no
tempo para vislumbrar os aprendizados que a vida lhe concedeu?
Por que você insiste,
moça bonita, em acreditar nos feitiços da publicidade feminina? Por que você
quer esconder seus cachos com uma química tão bruta e aquela chapa quente que
inibe a sua verdadeira identidade?
Pra quê idealizar uma
beleza que perde para a que existe em você, tanto fora como dentro?
Aquelas embalagens
mostram mulheres montadas, mulheres que se encaixam no mar de esteriótipos que
emburrecem toda uma sociedade. Mas elas não são reais!
Mulheres belas são as
gordinhas que não se entregam facilmente às dietas de Hitler e são felizes com
o peso que possuem. Mulheres belas são as negras que permitem soltar seus
cachos junto aos seus sorrisos incandescentes. Mulheres belas negam as ilusões
presentes nos potes dos produtos de beleza, que a todo instante jogam no lixo a
naturalidade, os valores! As mulheres belas são as ruivas que não se lambuzam
de corretivos para esconderem as sardas. Mulheres belas são as loiras que não
se sentem ofendidas se forem magras demais.
Mulher é palavra doce que
ecoa dentro de cada ser humano. Quem dá a luz, quem precisa se desdobrar todos
os dias em tarefas cumprindo-as com toques de delicadeza e paralelamente a isso, com
desempenho sublime.
A mulher não é este produto de beleza definido por essa mídia estranha. E não deve se
trancar em um lar tendo como sonhos apenas funções domésticas e de submissão à
figura masculina.
Ouso dizer que os
pensamentos femininos em sua essência são singulares! Cadê a mulher que se vê
no espelho e se faz contente com a própria imagem? Onde ela está sem se valer
de crítica pesada sobre si mesma? Que mulher é capaz de afirmar-se bonita no
dia de hoje pronta para o que precisa fazer?
Mulher... Ah mulher! Moça
bonita... Ah moça bonita! Jogue fora e de uma vez por todas toda essa
publicidade equivocada que te põe presa na cozinha, que te faz ser submissa ao
homem e que te impede de sair sem reboco no rosto ou sem o peso de produtos
cremosos nos cabelos.
Se vista como preferir
não deixando de ressaltar a beleza que te surgiu desde a tua chegada ao mundo. Ignore
os padrões porque mulher não é só a loira do comercial, não é só a parda da
novela e não é só a negra que escolheram para equilibrar o desfile daquela
agência famosa.
Mulher é a alma que
percorre o mundo soltando seus perfumes de autenticidade e que apenas por
existir, já se faz mui bela.
Lucas Teles, às 00h23min do dia 12 de agosto de 2015, após
assistir a um documentário INCRÍVEL no #CentoeQuatro, chamado – Molduras da
gente, um documentário sobre mulheres, cabelos e publicidade.
https://www.facebook.com/centoequatro?pnref=story
https://www.facebook.com/moldurasdagente?fref=ts



























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